O Acórdão De Azeredo

05 May 2019 07:00
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<h1>Por Que O Brasileiro N&atilde;o Consegue Guardar Dinheiro?</h1>

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<p>Ficou estampado nos resultados da pesquisa do Banco Central, feita em 2015 e divulgada pela &uacute;ltima semana, que o brasileiro n&atilde;o se inventa nem ao menos consegue guardar suas economias. Nada menos do que 69% dos entrevistados ratificaram n&atilde;o ter investido nenhuma parcela de tua renda no ano anterior ao do levantamento. N&atilde;o muito diferenciado, 56% disseram n&atilde;o planejar o or&ccedil;amento dom&eacute;stico e familiar.</p>

<p>Est&iacute;mulos e dicas n&atilde;o faltam. Nos &uacute;ltimos anos, proliferaram websites e aplicativos sobre isso educa&ccedil;&atilde;o financeira. Bancos, corretoras, bolsas de valores, administradoras de cart&otilde;es, entidades de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito, ou qualquer corpora&ccedil;&atilde;o interessada em atingir seus p&uacute;blicos de interesse, t&ecirc;m l&aacute; o teu espa&ccedil;o na internet para falar sobre isto finan&ccedil;as pessoais. Tem Um Sal&aacute;rio M&iacute;nimo Pra Receber? -se relatar que o brasileiro &eacute; imediatista, prefere gastar ao inv&eacute;s de guardar.</p>

<p>Mas n&atilde;o &eacute; somente isto. Um veloz retrospecto da economia poder&aacute; jogar mais luminosidade na reflex&atilde;o. Como Investir Dinheiro No Alongado Tempo Com A Aloca&ccedil;&atilde;o De Ativos d&eacute;cada de oitenta e in&iacute;cio da de 90, o pa&iacute;s atravessou um dos per&iacute;odos de superior instabilidade econ&ocirc;mica, com infla&ccedil;&atilde;o superior a 80% ao m&ecirc;s, a hiperinfla&ccedil;&atilde;o, com a edi&ccedil;&atilde;o de abundantes planos econ&ocirc;micos. Era aproximadamente imposs&iacute;vel fazer um planejamento, todo malabarismo tencionava socorrer o dinheiro, conservar o teu poder de compra. Em 1994, veio o Plano Real e, com ele, a const&acirc;ncia da moeda. Isso significa manifestar, a escolha de contar com um horizonte ampliado pra uma organiza&ccedil;&atilde;o financeira de m&eacute;dio e enorme per&iacute;odo.</p>

<p>Isso por si s&oacute; n&atilde;o foi apto de montar um costume de controlar as finan&ccedil;as, de economizar as economias, de formar reservas pra momentos de aperto no bolso, enfim de permitir uma rela&ccedil;&atilde;o mais madura com o dinheiro. Nesses 24 anos, alguns epis&oacute;dios econ&ocirc;micos foram determinantes e impediram o desenvolvimento dessa cultura. Pra fazer frente &agrave; decad&ecirc;ncia financeira e recess&atilde;o internacional, em 2008, o governo nesse lugar decidiu incentivar o cr&eacute;dito e animar o consumo no mercado interno, como forma de preservar a economia rodando. Dinheiro farto, a rodo, e financiamentos a perder de visibilidade.</p>

<ul>
<li>Pare de procrastinar</li>
<li>Cheques: Fornecimento de folhas de cheques ao titular da conta</li>
<li>De 361 dias at&eacute; 720 dias &eacute; cobrado 17,5% a respeito do lucro</li>
<li>Dividendos dos Fundos s&atilde;o pagos no Brasil e segue a tabela do Destinar-se</li>
<li>vinte e dois - Seja realista</li>
</ul>

<p>O que foi comemorado por ter dado acesso &agrave; popula&ccedil;&atilde;o menos favorecida a ve&iacute;culos, geladeiras e tev&ecirc;s e outros tantos produtos de sonho de consumo. A cota dram&aacute;tica, n&atilde;o &eacute; sempre que lembrada e citada, &eacute; que teve come&ccedil;o a&iacute; um procedimento de endividamento jamais registrado no Na&ccedil;&atilde;o. Muitos tiveram de amargar longos anos de comprometimento de renda, outros, sem f&ocirc;lego, precisaram devolver e perderam os bens que haviam adquirido.</p>

<p>Se compreendeu a Como Os Bancos Determinam Taxa De Juro De Um Empr&eacute;stimo? com n&iacute;veis de infla&ccedil;&atilde;o galopante, a popula&ccedil;&atilde;o brasileira demonstrou desconhecimento e inexist&ecirc;ncia de maestria pra resolver com o cr&eacute;dito, se atolando em d&iacute;vidas. A &uacute;nica apreens&atilde;o era se a presta&ccedil;&atilde;o cabia no bolso, se esquecendo algumas vezes de outros compromissos prontamente assumidos. Veio a recess&atilde;o, bateu potente o desemprego e a circunst&acirc;ncia s&oacute; piorou.</p>

<p>H&aacute; que se buscar assim como em outros campos do conhecimento, como o cultural, o sociol&oacute;gico, o psicol&oacute;gico, o religioso…, as raz&otilde;es para o jeito do brasileiro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s finan&ccedil;as. E a&iacute;, a superintendente de Sustentabilidade e Neg&oacute;cios Inclusivos do Ita&uacute; Unibanco, Denise Hills, &eacute; taxativa: “falar sobre o assunto dinheiro &eacute; tabu, mais tabu do que discursar a respeito sexo”.</p>

<p>E &eacute; verdade. Numa roda de amigos ou parentes &eacute; muito penoso visualizar uma pessoa abrindo pro outro quanto ganha ou que teve um acrescento de sal&aacute;rio e portanto por diante. Nem sequer &eacute; preciso dirigir-se t&atilde;o longe. Segundo ela, h&aacute; dificuldades em tocar neste conte&uacute;do dentro da pr&oacute;pria moradia, entre marido e mulher, com o parceiro, ou com os filhos.</p>

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